domingo, 10 de abril de 2011

A LÍNGUA DO "P"














Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...



Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor paulista, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora, pernoitando por perto. Prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulino pediu para pintar panelas. Posteriormente, pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir. Pediu permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso. Percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações. Pelos passos, percorriam permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo, Pedro Paulo, precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente!
“Preciso partir para Portugal porque pretendem, pela primavera, pintar principais portos, painéis, personalidades, prestigiando patrícios”, pensava Pedro Paulo.
- Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Passando pelo porto, penetrou pela pequena propriedade patriarcal pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Por que pintas porcarias?
- Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, prefiro poder procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar. Pegando pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte, precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos. Passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Posteriormente, partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente, Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar paredes, pisos, portas, portões, painéis. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
'Permita-me poder parar. Pretendo pensar. Peço perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei'. 

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma'?




                                                                                     http://culturanordestina.blogspot.com/

Gonzagão diz como surgiu a integração entre sanfona, triângulo e zabumba...

Pouca gente sabe, mas foi Gonzagão o idealizador do perfeito casamento entre a sanfona, o triângulo e a zabumba. O mais interessante é saber como surgiu tudo isso.

A revelação foi feita no programa Proposta com Luiz Gonzaga, que teve também a ilustre participação de Gonzaguinha no quadro Arquivo do Radiola na TV Cultura.



"Minha infância foi pobre, mas não infeliz, porque uma criança não pode saber que é infeliz desde que tenha o carinho de seus pais, e isso não me faltou em casa" (Luiz Gonzaga)

Arquivo TV Trama
 
"Para a alegria de viver nada nos falta:
Tudo em torno de nós é tão puro e tão bom"…
                                      Olegario Mariano

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SINA ESTRADEIRA...


No meu estandarte dourado
Trago nele marcado
O legado da cantoria
Trago uma marca de chão
Trago viola e canção
No coração a poesia
Trago a sina estradeira
A herança dos andarilhos

Nas léguas sou retirante
Um vate andante
Profetizando a improvisar
No berço fui concebido
Ja vim prometido
escolhido para cantar
Tenho a musica das esferas
A lua eo sol eo infinito

Venho com os cantadores
que trilham a estrada
Trago a marca do trovador
Tenho sempre comigo
A sina estradeira
Sou verso e vereda sou cantador
Leandro Vaz
Mais um amigo que tenho orgulho de ter em minha vida... Pelo poeta, grande cantador e músico que é e principalmente... Pela pessoa que é! Te amo mago!! Morro de orgulho!! Heheh

sexta-feira, 1 de abril de 2011

É O QUE TEMOS PRA HOJE...


 Esses dias eu vi na internet uma frase de algum humorista que dizia o seguinte: “John Lennon foi morto por um fã, onde estão os fãs de verdade do Restart”?? Isso me intrigou muito no sentido de saber qual motivo que leva uma pessoa a destilar seu humor negro de tal forma.
 A primeira conclusão que me veio à mente foi a de que muitas pessoas se revoltam com o atual cenário da música brasileira e mundial, mas poucas expressam suas opiniões e acabam esmagados pela grande massa de seguidores e discípulos da mídia. A mídia impõe à vontade o que deve ou não fazer sucesso e sabe do seu poder de persuasão em pessoas de mente reduzida e inerte, que acha que estando com a maioria, está no caminho certo. Além da influencia da mídia, tem também a disseminação de certas culturas adolescentes, onde o que é legal é o que está na Capricho, na Malhação ou na MTV, não importa a qualidade!
 A falta de qualidade talvez seja reflexo da globalização e da urgência que os dias atuais exigem. Dias em que tudo é descartável e nada dura mais que um breve momento.  Em um mundo onde tudo se tornou supérfluo e ninguém mais dá valor ao que realmente é real e consistente.
 Não estou falando que antigamente não existia música ruim, não!! Tanto que em meio à explosão do rock nacional e internacional, Jovem Guarda, Tropicália havia sempre um “Ursinho Blau Blau” pra representar o lado nonsense da força, mas a maior parte do que se disseminava entre os jovens era música boa, com letra, arranjos fantásticos, lindas melodias e conteúdo inquestionável.  Movimentos que sobrevivem até hoje, mas que estão há anos luz da cabeça dessa garotada, que dizem os sábios: São o futuro do planeta!
 Não sei se esse futuro será bom... Mas pelo menos será muito colorido!!

 Por fim, sei que sou mais uma, entre poucos a expressar esta revolta, mas não podemos deixar que nos sejam impostas essas piadas que chamam por aí de músicas, como um almoço de boteco, onde o cardápio já está predefinido em um quadro negro no canto do salão...

RESTART
FIUK
CLAUDIA LEITE
LADY GAGA
WANESSA
JUSTIN BIEBER...

É o que temos pra hoje... 
Resta-nos engolir...

Ou cuspir!!!


                                                        Adriane Freire.

quinta-feira, 31 de março de 2011

SOU DO SERTÃO



Sou do sertão sim sinhô
Digo isso com louvor
E não me atrevo a negar
Pois nem que eu quisesse doutor
Tá na cara é só olhar
Já no couro impregnou
A terra que meu pé pisou
Quando nem sabia andar
Terra seca do chão quente
Da caatinga do meu sertão
Chuva pouca, sol ardente
Mas de povo bem contente
Que pede sempre em oração
Tiquinho de chuva que seja
Pois na vida sertaneja
Não há hora mais contente
Do que quando a chuva cai
Na boca não cabe os dente
É quando o sol não sai
Que no sertão da gente
O céu fica mais bonito
É que a gente vê o infinito
A esperança renovar
E vai simbora plantar
Ver nosso milho brotar
E o feijão encher de flor
É coisa linda de ver
Mas só vim esclarecer
De onde venho e aonde vou
Fique logo então sabendo
Aonde chego vou dizendo
Sou do sertão sim sinhô!!

Adriane Freire

ESCRAVOS DE JÓ JOGAVAM CAXANGÁ...





A cantiga popular todo mundo conhece:

"Escravos de Jó, jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar...
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá...
"

Mas você sabe quem era Jó? Por que ele tinha escravos? Que jogo caxangá é esse?
Jó é um personagem bíblico do antigo testamento que possuía uma grande paciência. Dai a expressão "Paciência de Jó". Segundo a Bíblia, Deus apostou com o Diabo que Jó, mesmo perdendo as coisas mais preciosas que possuía (filhos e fortuna) não perderia a fé.

Nada indica que Jó tinha escravos e muito menos que jogavam o tal caxangá. Acredita-se que a cultura negra tenha se apropriado da figura para simbolizar o homem rico da cantiga de roda. Os guerreiros que faziam o zigue zigue zá, seriam os escravos fugitivos que corriam em ziguezague para despistar o capitão-do-mato.

O mais difícil de entender é o que seria o caxangá. Segundo o dicionário Tupi-Guarani-Português, a palavra vem de caá-çangá, que significa "mata extensa". Para o Dicionário do Folclore Brasileiro, é um adereço muito usado pelas mulheres do estado de Alagoas. A verdade é que a cantiga vem sofrendo e ainda sofre modificações em seus versos de estado para estado. Afinal de contas, o correto seria deixarmos o Zambelê ou o Zé Pereira ficar?